Sindsemp: Comissão cumpriu ordem judicial, diz presidente

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Membros da Comissão Eleitoral. (foto: Divulgação Sindsemp)

O presidente da Comissão Eleitoral do Sindicato dos Servidores Municipais de Petrolina-PE (Sindsemp), Adonjones Fernandes comentou hoje (29) no Nossa Voz a polêmica envolvendo o pleito, que começou em agosto do ano passado para a gestão 2018/2021. A ‘Chapa 2’ acionou o Tribunal de Justiça de Pernambuco e conseguiu uma ordem judicial para que fosse feita uma nova apuração dos votos. Mas, novamente, essa apuração deu vitória à ‘Chapa 1’, que já tomou posse. Agora a ‘Chapa 2’ voltou a procurar a justiça alegando que houve descumprimento da decisão judicial.

De acordo com o presidente da Comissão, a decisão foi cumprida à risca. “Eu tenho aqui documentos. Nós, como Comissão Eleitoral, cumprimos a ordem judicial sim. A decisão exigia a apuração, finalizando a contagem de votos sob multa de R$ 1000. Fizemos o procedimento. A Ordem Judicial foi lida por um oficial de Justiça que estava presente, e tivemos também um representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), ambas as entidades com autonomia para intervir a qualquer momento que houvesse qualquer irregularidade”, relatou Adonjones Fernandes.

Segundo o presidente da Comissão Eleitoral, foi lida uma ata, assinada pela maioria dos presentes (ainda durante a eleição em agosto do ano passado), que garantiu que todo material, inclusive as urnas, ficaria lacrado e guardado na sede do Sindsemp, sobre a responsabilidade da comissão.

A principal reclamação foi justamente sobre o cancelamento de seis urnas que, supostamente, favoreceriam a ‘Chapa 2’. “Foram urnas que ambas as chapas, em ata, solicitaram a revisão. A comissão não tomou nenhuma iniciativa por contra própria. A gente cumpriu o que tava escrito. E todas as urnas foram recontadas, uma por uma. Teve urna com disparidade de votos, por exemplo, 10 cédulas a mais do o número de assinaturas”, justificou o presidente da Comissão.

Adonjones Fernandes também comentou sobre as declarações da representante da ‘Chapa 2’, Magda Feitoza feitas no programa Nossa Voz. “Ir pra rádio falar é livre, qualquer um tem direito. Mas eu aqui, perante a repórter. Toda documentação que eu falando e eu apresentando. A Comissão Eleitoral está com tranquila. (…) É um direito dela. Ela pode tentar recorrer quantas vezes forem possíveis”, afirmou.

Ameaças

Ainda segundo o Adonjones Fernandes, alguns membros da Comissão Eleitoral estão sofrendo retaliações. “Teve um que sofreu injúria racial, teve outro que, no trabalho, é perseguido. E só pedindo a eles que tragam essas as demandas e a gente vai ver a melhor forma de resolver”, informou o presidente.

Adonjones Fernandes destacou ainda que o compromisso de toda Comissão Eleitoral é com o servidor do município. “Quem tiver dúvida, quem tiver interesse, pode procurar a comissão. A ata é pública”, finalizou.