Candidaturas do PT às prefeituras do Recife e Petrolina não comprometem aliança nacional, diz João Paulo

0

O Partido dos Trabalhadores realiza nesta sexta-feira (02), na Câmara Municipal de Petrolina, a  Plenária Regional do PT. O encontro contará com a presença do presidente estadual da legenda, o deputado estadual, Doriel Barros, a senadora Teresa Leitão, o senador Humberto Costa, o deputado federal Carlos Veras e o deputado estadual, João Paulo. Na pauta, estão a análise dos cinco meses do governo Lula e da conjuntura estadual, verificando “como está a correlação de forças”, já visando as eleições municipais de 2024, conforme afirmou o em entrevista ao Nossa Voz de hoje (01), o deputado João Paulo. 

“É muito importante a disputa política que vamos ter para as prefeituras do Brasil inteiro e Petrolina é uma cidade importante. E vamos também encontrar nossas lideranças regionais, aí em Petrolina temos quadros, como a nossa querida Cristina, vereadora, temos o nosso Odacy, a nossa Dulci Amorim, temos a militante histórica que é a Terezinha, quer dizer, temos um grupo de companheiros militantes que vai cumprir um papel muito importante na disputa política que teremos nas prefeituras do Brasil inteiro”. 

João Paulo citou as pré-candidaturas já consideradas dentro do diretório municipal do PT e destacou as regras já estabelecidas pela legenda na ausência de entendimento entre os quadros petistas. “Temos quadros muito interessantes, o próprio Odacy, a Dulci Amorim, que teve um mandato de deputada, nossa companheira Cristina, que é um quadro muito importante. Agora, a nossa compreensão é clara, nas cidades com mais de 100 mil habitantes, se houver impasses na nossa base isso será remetido para a decisão da direção nacional do partido”. 

De acordo com o deputado, além das questões internas, cada diretório precisa considerar a federação oficializada nas eleições de 2022, onde PT, PV e PCdoB seguem alinhados até 2026. “Nós temos que compreender que vamos enfrentar essa eleição numa conjuntura diferente. Hoje, a conjuntura nacional que vai replicar nas prefeituras é que nós fazemos parte de uma federação, com o PV e o PCdoB. Isso exige uma habilidade maior, de conversas, de negociação, de entendimentos, de análise da correlação de forças, como esses partidos se relacionam para fecharmos uma posição. E não é fácil você administrar três partidos que têm uma convivência local, com prefeitos, com governos do estado, tentar dar uma unidade no âmbito nacional. Por isso que nós estamos iniciando cedo esse processo de articulação”. 

Com o nome cotado para as disputas às prefeituras do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Recife e Paulista, João Paulo relembrou que as regras estabelecidas para a escolha dos candidatos no próximo ano visam evitar os desgastes e conflitos internos, a exemplo do que houve com Humberto Costa e Marília Arraes na eleição para o governo de Pernambuco, quando o PT optou pelo apoio à Danilo Cabral.  

O deputado ainda reforçou que, mesmo com a legenda presente em duas secretarias na Prefeitura do Recife, isso não define que o PT marchará junto com o PSB em 2024. “Meu nome está colocado nessas cidades porque, eu já fiz 70 anos, 52 anos de militância política, é meu quinto mandato de deputado estadual, fui prefeito, o primeiro operário, filho de cobrador de ônibus, a assumir a Prefeitura do Recife. Fui o primeiro prefeito reeleito da história da cidade e mesmo sem estar colocado o meu nome, eu apareço já em segundo lugar, com 12% das intenções de votos. Então, nós entendemos que temos um potencial importante para disputar em Recife, para disputar em outras cidades da região metropolitana, mas por enquanto, o nosso papel está sendo de deixar, refletir, acompanhar mais as coisas para poder definir mais na frente”. 

Questionado se as candidaturas próprias às prefeituras do Recife e Petrolina não deixariam sequelas na aliança nacional do PT e do PSB, João Paulo assegura que uma coisa não interfere na outra. “Não é uma eleição nacional, é uma eleição local. Então, o fato de nós estarmos juntos, em qualquer cidade do Brasil não significa uma ruptura com o PSB, de forma nenhuma. É uma forma de disputar. Agora, entendemos que o PSB cumpre um papel muito importante na coligação com Alckmin, nós vimos o quanto derrotar o Bolsonaro foi difícil, mas ainda não derrotamos o bolsonarismo, não derrotamos ainda essa visão de contra-vacina, de que a terra é plana. Então, isso faz parte também de um enfrentamento atrasado, retrógrado em nosso país. Temos aí lideranças, como o companheiro Lucas, deputado federal, um companheiro que foi deputado estadual aqui comigo, e nós vamos conversar. Mas o fato de nós termos candidaturas do PT e do PSB, e nos juntaremos, se houver, no segundo turno. Não haverá dificuldade nenhuma e nem vai comprometer as relações do PT com o PSB no âmbito nacional”.