Sugestão de compra de equipamento gera discórdia na Câmara de Petrolina

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Um requerimento proposto pelo vereador Ronaldo Silva (União) transformou a sessão desta terça-feira (05) num verdadeiro “Sincerão”, dinâmica onde os participantes do Big Brother Brasil tem a chance de dizer o que pensam dos seus adversários. No documento, Silva solicitava do presidente da Câmara Municipal de Petrolina, a aquisição de um micrômetro de profundidade digital, para auxiliar nas fiscalizações da Comissão de Obras da Casa Plínio Amorim. Segundo o parlamentar, através dessa ferramenta seria possível atestar a qualidade (ou a falta dela) das pavimentações asfálticas aplicadas em diversos trechos da cidade. 

Entretanto, proposta não foi bem recebida pelos integrantes da referida comissão, composta pela vereadora Maria Elena (União) e pelos vereadores Diogo Hoffmann (PSC) e Zenildo Nunes (MDB); presidente, secretário e relator, respectivamente. 

Coube a Elena, inclusive a solicitação de destaque desse requerimento, que foi votado separado das demais solicitações. De acordo com a parlamentar, Ronaldo estaria atuando em um campo que não lhe diz respeito, já que o vereador não integra esse grupo de trabalho. Além disso, caso o equipamento fosse adquirido pela Casa, seria necessária a contratação de um profissional qualificado para operá-la. Por fim, Maria Elena concluiu que a comissão deveria ter a autonomia de contratar uma consultoria especializada que possuísse o equipamento em questão. 

Ronaldo Silva classificou “ignorância”, o posicionamento da vereadora e reafirmou a importância da compra do micrômetro de profundidade. “Eu não concordo com isso e vou dizer até que foi uma ignorância da vereadora. Uma professora formada, bem conceituada, dizer que o micrômetro de profundidade é um equipamento insignificante para esta casa”, argumentou.

Maria Elena mostrou-se irritada com o posicionamento do colega e rebateu suas colocações. “O público sabe que Maria Elena não é ignorante, que tem seis mandatos sem precisar jogar para plateia. Então, o senhor fez isso, realmente, de maldade, não foi porque está preocupado com a população. É zero a preocupação desse vereador com relação a isso. Ele faz esse tipo de coisa para temperar a maldade dele e ficar jogando areia e terra aonde não existe. Portanto, está dada a resposta, eu não sou ignorante. Ignorante é o senhor”, disparou.

O debate manteve-se acirrado, com os vereadores da base de situação declarando o voto contrário ao requerimento de Ronaldo Silva. Dentre eles estava o vereador Capitão Alencar (Patriota), que cobrou a fiscalização sobre a agua salobra fornecida pela Compesa e chegou a afirmar que Ronaldo queria “aparecer” e deveria “colocar um abacaxi na cabeça”.

Conhecido por não levar desaforo para casa, Ronaldo Silva rebateu os discursos dos colegas, chamou a bancada de situação de puxa-saco. Ele ainda disse que Capitão Alencar deveria passar “óleo de peroba na cara”, porque estava “querendo vir para o lado de Raquel [Lyra]”, mas não foi aceito no grupo da governadora de Pernambuco.

Após a votação, o requerimento nº 58/2024 foi rejeitado por 12 votos contrários e seis favoráveis. 

Votaram contra os vereadores: Maria Elena, Marquinhos Amorim, Diogo Hoffmann, Wenderson Batista, Osório Siqueira, Capitão Alencar, Alex de Jesus, Edilsão do Trânsito, Zenildo do Alto do Cocar, Manoel da Acosap, Rodrigo Araújo e Gilberto Melo. 

Já os vereadores Ronaldo Silva, Gaturiano Cigano, Samara da Visão, Gilmar Santos, Lucinha Mota e Marquinhos do N4 votaram a favor da referida solicitação.