Consultor defende vacinação contra covid 19 para integrantes do agro: “A gente não pode parar”

(Foto: NV)

Representantes e integrantes do agronegócio estão mobilizados pela vacinação contra a covid 19 de todos que fazem parte dessa cadeia produtiva. Há dois meses inclusive, o deputado federal Evair Melo (PP-ES), vice-líder do governo na Câmara, enviou ofício ao Ministério da Saúde com pedido de inclusão dos trabalhadores do setor de plantas agroindustriais, de frigoríficos, de processadoras de alimentos, de laticínios e das centrais de abastecimento (CEASA) no grupo prioritário para a vacinação contra a covid-19. Em entrevista ao Nossa Voz desta segunda-feira (29), o engenheiro agrônomo e consultor da CIM Consultoria, César Libório, destacou a importância dos integrantes da cadeia produtiva do agronegócio no Vale do São Francisco.

“Temos mais de 100 mil hectares plantados de fruticultura irrigada, mais de 100 mil empregos diretos ligados a questão da fruticultura, indiretamente devemos ter em torno de 30 mil, estamos falando de um terço da população de Petrolina que trabalha na fruticultura. No ano de 2020 nós tivemos 13% de aumento das exportações em comparação a 2019, isso em relação a cultura da manga; 240 mil toneladas de manga produzida, exportada no ano passado. E Petrolina representa mais de 95% dessa manga exportada no Vale do São Francisco. E isso se deve ao fato de que o agro não parou, a gente não pode parar forma alguma”, apontou.

Diante disso, Libório defendeu a imunização dos integrantes dessa categoria, entretanto, com a aplicação sincronizada com os demais públicos prioritários. “Essa solicitação de vacinação do pessoal do agro, sem desmerecer outras profissões. É importante que se diga isso, a gente ouve muito negacionismo, de repente, pessoas atropelando as vagas de outras pessoas, então, tem que deixar bem claro que a gente não quer desmerecer as profissões, mas aqui em Petrolina é uma região diferenciada em virtude do trabalho dessa população que trabalha diretamente no agro”.

O consultor reforça que as medidas sanitárias impostas pela pandemia, como uso de máscaras e higienização constante das mãos já faziam parte da rotina de produção, porém, o trajeto até os locais de trabalho exige atenção. “São pessoas que pegam ônibus, que vão para as fazendas empacotar as frutas, estarão próximas. O agro já vinha com esses cuidados de uso de máscara, de álcool, toca, esterilização das mãos, então o agro já veio preparado. A única coisa que realmente diferenciou foi o uso de máscara nos ônibus e o uso de álcool em gel”.

César também destacou a exposição dos consultores as diversas variantes do coronavírus, já que esses especialistas estão em constante deslocamento para outras áreas de país. “Os consultores ficam em várias fazendas, inclusive eu fico em vários Estados. Então, volto dizer, não desmerecendo as outras profissões, mas estamos produzindo alimentos. Acho que nada mais justo de que a gente que está à frente de produção de alimentos, se possível, receber essa vacina. Claro que respeitando as pessoas mais velhas e que tenham comorbidades, mas que a gente esteja incluído nessa faixa de preocupação dos governos tanto municipal quanto federal”, cobrou.

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