Ex-prefeito Júlio Lóssio fala sobre futuro político: “vou ficar como torcedor e apoiador em 2022”

O ex- prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio, participou do programa Nossa Voz desta terça-feira (20) e falou, dentre outros assuntos, sobre o seu futuro político e as eleições de 2022. “Creio que ainda está muito cedo para falar disso, porém, creio que ficarei mais como torcedor apoiador nas próximas eleições. Já me realizei na política sendo prefeito de Petrolina duas vezes, candidato a governador, então devo ficar como torcedor apoiador mesmo”, disse.

Questionado sobre a possibilidade do atual prefeito Miguel Coelho, concorrer ao pleito para governador no próximo ano, o ex-gestor citou que há três nomes no estado que têm obrigação de participar da eleição. “O prefeito de Petrolina, a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra e o prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira. Esses três tem obrigação de participar, por serem jovens, por terem sido reeleitos. Cada um tem vantagens e desvantagens. Miguel vai esbarrar na distância do Sertão para a Capital, mas eu já soube que ele anda fazendo propaganda em Recife, vamos ver no que vai dar”, contemporiza.

Apesar de citar o nome do atual prefeito como possibilidade de concorrer ao Governo do Estado, Lóssio não deixou de tecer críticas à gestão de Miguel. ” O prefeito se preocupa, tal qual o pai, em pavimentar ruas. Asfalto traz voto imediato, mas temos que nos preocupar com as pessoas. Na área social vemos muitos moradores de rua sem políticas voltadas para eles; na educação, apesar dele gostar de dizer que tem o melhor IDEB, esquece que já era assim em nossa gestão; se houvesse continuado o projeto de expansão do Nova Semente, não haveria gente ainda reclamando de falta de vagas em creches”, alfinetou.

Dr. Júlio aproveitou ainda para falar sobre a Operação Contrassenso, da Polícia Federal, sobre fraudes em licitações da pasta da Educação, inclusive em 2015, período em que governava. O ex- prefeito afirmou que a assinatura do contrato em questão foi falsificada. ” Encontramos um contrato assinado datado de 29 de dezembro de 2015, dois dias antes do final da gestão, referente a materiais gráficos que não eram emergenciais. A secretária de educação da minha época informou que nunca assinou esse contrato. Enviamos para uma perícia grafotécnica que atestou que a assinatura foi falsificada. Vamos aguardar os desdobramentos, mas estamos tranquilos de que não há nada de 2015″, destacou.

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